Plantio de Palmeira
Desde 2003, venho plantando árvores com amor e propósito. Já são mais de 42.500, muitas nativas e frutíferas, que transformaram o Parque Linear Tiquatira e arredores. Levo essa causa às escolas, ensinando crianças a amar o verde. Caminho rumo às 50.000, por amor, fraternidade e sustentabilidade. Quando o coração quer, é possível fazer. Neste ponto azul chamado Terra, deixamos um legado — e isso é o que vale a pena na vida.
quinta-feira, 22 de março de 2018
terça-feira, 20 de fevereiro de 2018
Reportagem - Catraca Livre (20/02/2018) - 'É minha missão de vida', diz Hélio Silva, 66, paulista que plantou sozinho 23.245 árvores.
link: https://catracalivre.com.br/geral/as-melhores-solucoes-sustentaveis/indicacao/e-minha-missao-de-vida-diz-paulista-que-plantou-23-mil-arvores/
Link: https://www.facebook.com/bernardogradin/videos/1593315440737205/
Abaixo reportagem na integra:
'É minha missão de vida',
diz paulista que plantou 23 mil árvores
Hélio
Silva, de 66 anos, paulista que plantou 23 mil árvores, criou o 1º parque
linear da cidade de São Paulo, o Tiquatira, na zona leste
20/02/2018 7:00
por Redação
O que estão fazendo com o meu quintal?” Foi essa a
frase que surgiu no pensamento de Hélio Silva, de 66 anos, em uma das manhãs em que caminhava pela avenida Governador
Carvalho Pinto, na Penha, zona leste da cidade de São Paulo.
Créditos:
Hélio Silva, 66
anos, o paulista que plantou 23 mil árvores
O pensamento o tomou como o estalo de um galho que
se parte em uma pisada. Hélio anda por ali desde 1958, ano em que se
estabeleceu naquela região da capital paulista – ele nasceu em Promissão,
interior do Estado. Assim, acompanhou de perto o processo de degradação da
área. “Quando cheguei, era tudo mato. E era bom.”
Naquela manhã de 2003, chegou a comentar com alguém
que caminhava a seu lado: “Até 2013, eu vou transformar todo esse ambiente, e
isso só será possível porque eu vou me transformar também”.
Ele explica que grandes mudanças têm de vir de
dentro pra fora. “Quando você muda, transforma tudo ao seu redor. E o que
surgia com mais força, naquele momento, dentro de mim, era a generosidade.”
Sem ela, ele diz, o espaço público, que, em tese, é
de todos, vira uma terra de ninguém. “Resolvi devolver para São Paulo um pouco
do que São Paulo me deu”, afirma, referindo-se a um trabalho que diz adorar, ao
casamento e a três filhos e três netos.
Formado em administração de empresas, Hélio é
executivo da empresa Native, que faz produtos orgânicos. “Trabalho até hoje
porque gosto, não por dinheiro”, ressalta.
E foi nos finais de semana, em seus dias de folga,
que começou a plantar. “Não classifico essa iniciativa como um desafio ou uma
meta, mas como uma missão”, diz. “E missões só são delegadas àqueles que as
irão cumprir.”
Assista
ao curta "The Planter", de Rafael Machado e Rômulo
Villela, premiado no festival MegaCities:
A sua envolve obstinação. “Eu meti as caras”,
conta. As primeiras 200 mudas que plantou foram arrancadas por comerciantes da
região que usavam o solo devastado como estacionamento. A prefeitura também não
colaborava, proibindo-o de semear o chão árido.
Aos poucos, por teimosia, e costurando alianças,
foi vencendo resistências. “Fiz amizade com políticos como Eduardo Jorge,
Serra, Alckmin”, cita. Em 2008, “com muita persistência”, já havia plantado por
ali 5.000 árvores. E não espécies quaisquer, porque, da missão, fazia parte
estudar as plantas nativas da região para reconstitui-la de acordo com suas
origens. A cada 12 árvores plantadas, uma é frutífera, para atrair pássaros.
O esforço resultou no reconhecimento do projeto
pela própria prefeitura: o “quintal” de Hélio, o Tiquatira, tornou-se o
primeiro parque linear da cidade. “O parque não é meu”, ele frisa, aliás. “É
dos meus e dos seus tataranetos, porque um jequitibá [uma das espécies
plantadas], por exemplo, vive 2.000 anos.”
E não é só das pessoas também, faz questão de
dizer. “É das árvores. Não pense que estou louco pelo que vou falar, mas elas
batem o maior papo entre elas. Quando vou lá, sinto-me abraçado por elas. Você
pensa que as observa, mas elas é que olham para você. Um dia o homem vai
entender isso.”
E a conversa deve estar pra lá de boa, afinal,
porque Hélio já plantou mais de 20 mil árvores – ou, mais precisamente, 23.245
contabilizadas até o dia 13 de janeiro deste ano, entre mais de 150 espécies da
Mata Atlântica – várias delas genuinamente brasileiras, caso da grumixama.
E a missão já dá frutos em outro ponto da cidade,
onde está a ponte estaiada do Tatuapé, sobre a avenida Salim Farah Maluf. Ali,
em cujas redondezas fica o escritório da Native, já foram plantadas cerca de
500 árvores.
Hoje, Hélio Silva é membro do Conselho Gestor de
Arborização da Cidade de São Paulo, ligado à Secretaria Municipal do Verde e do
Meio Ambiente. Dá palestras sobre seu projeto em escolas e faculdades – “não
cobro nada, quando querem pagar não vou” – e prepara um livro sobre o tema.
Como se vê, o barulho daquele estalo de 15 anos
atrás reverberou. Mas até quando? “Fiz um pacto com Deus”, afirma Hélio. Vou
viver mais 21 anos, até os 87. E vou plantar até meu último olhar. Quero morrer
embaixo de uma árvore, companheira e amiga."
Reportagem - Programa Mais Você (Ana Maria Braga) - Exibido em 20/02/2018
Compartilho com Vocês a reportagem do programa: Mais Você, exibida hoje (20/02/2018) pela
Ana Maria Braga, sobre meu plantio de árvores no Tiquatira / Zona Leste de
SP.
sexta-feira, 24 de novembro de 2017
O colunista de TV do jornal Folha, Tony Goes, tem uma seção
de dicas de TV/WEB no caderno ilustrada.
E veja quem saiu em 23/11/ como indicação do doc. feito pelo Rafael:
Link para acesso da matéria completa:
Para compartilhar esse conteúdo, por favor utilize o link “https://f5.folha.uol.com.br/multitela/2017/11/afterimage-ultimo-filme-de-andrzej-wajda-chega-ao-sob-demanda.shtml” ou as ferramentas oferecidas na página. Textos, fotos, artes e vídeos da Folha estão protegidos pela legislação brasileira sobre direito autoral. Não reproduza o conteúdo do jornal em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização da Folhapress (pesquisa@folhapress.com.br). As regras têm como objetivo proteger o investimento que a Folha faz na qualidade de seu jornalismo. Se precisa copiar trecho de texto da Folha para uso privado, por favor logue-se como assinante ou cadastrado.
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quinta-feira, 23 de novembro de 2017
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